Censura em livros?!!




Pessoal, aqui quem fala é a Shah e tenho de informar que as informações a seguir foram copiadas + coladas desse site.
A minha opinião será expressa ao fim da reportagem.
Achei-a muito interessante e gostaria que lessem.


" Escolha de livro não deve ter censura

Autores de obras infanto-juvenis apontam ignorância dos adultos sobre interesses e conhecimentos das crianças

Por Simone Iwasso

O recolhimento de títulos do programa de leitura do governo do Estado de São Paulo por inadequação do conteúdo à faixa etária dos alunos na semana passada provocou polêmica em torno dos critérios (ou da falta de critérios) na seleção de livros para escolas. Escritores de livros infantis e especialistas em educação ouvidos pelo Estado ponderam que os episódios revelaram uma certa ignorância dos adultos sobre o universo das crianças. Eles concordam que é fundamental apresentar obras literárias diversas aos alunos, misturando títulos clássicos e contemporâneos que levem em consideração o contexto no qual vivem, seus gostos e interesses.

"O critério para escolher um livro infantil é simples e não é. É preciso pensar na estética, o que não quer dizer um livro bonito, mas atraente para a criança, no conteúdo e na mensagem, o que também não quer dizer coisas do tipo ?aquilo pode e aquilo não pode, isso é certo e isso é errado?. Eu como leitora sempre odiei a parte da moral da história, achava um desaforo, queria entender por mim mesma", afirma Tatiana Belinky, que aos 90 anos tem mais de 120 livros e é uma das autoras infanto-juvenis mais respeitadas do País.

"Contar uma boa história é deixar a criança usar a própria cabeça. É preciso confiar na imensa capacidade dela, no seu discernimento", completa. "A criança precisa olhar e começar a ler. Se não gostar, fecha o livro e pega outro. Não pode forçar", diz ela.

Para a psicóloga especializada em comportamento infantil e consultora de colégios particulares Cecília Faria, essa liberdade de leitura inclui um esclarecimento dos pais em relação aos próprios filhos. Ela afirma que muitos adultos hoje desconhecem o universo infantil e adolescente: enquanto agem pensando numa criança idealizada, a criança real não é atendida. "A mente da criança não está estagnada, ela vai apreendendo as coisas de maneira diferente a cada momento. Com supervisão, pode ler coisas muito diversas sem que isso a prejudique."

Ilan Brenman, autor e pesquisador da literatura infantil, defende que se usem as indicações de faixa etária das editoras apenas como referência, de uma maneira mais flexível - tirando, é claro, conteúdos totalmente adultos, com temas e vocabulário fora de contexto da história para crianças. "Tenho livros que são indicados para 5ª a 8ª série, mas que alunos da 4ª série leem e adoram em algumas escolas", conta.

"É surpreendente como isso vai mudando e as crianças vão se apropriando. Elas gostam de terror, de suspense. Até a violência, se dentro de um contexto e bem amarrada na história, não considero um problema. Não concordo com o uso extremo do politicamente correto", conta ele.

"Jonathan Swift escreveu As Viagens de Gulliver para adultos, era uma crítica extremamente forte à sociedade da época. Mas o livro foi abraçado pela juventude e virou um clássico", exemplifica Brenman.

Nesse ponto, alguns especialistas discordam. "A escola tem de apresentar coisas positivas, bacanas, com mensagens leves para as crianças. Não é que ela não tenha contato com o resto. Ela tem mesmo contato com coisas diversas no contexto em que vive. Mas até mesmo por isso, livros infantis devem ser mais positivos e leves. Sem violência ou coisas do tipo", diz a psicóloga especializada em infância Zenaide Brasil.


DEBATE

Tatiana Belinky

Escritora

"Eu como leitora sempre odiei a parte da moral da história, achava um desaforo, queria entender por mim mesma (...) Contar uma boa história é deixar a criança usar a própria cabeça"

Ilan Brenman
Escritor

"Eu não concordo com o uso extremo do politicamente correto"

Zenaide Brasil
Psicóloga

"A escola tem de apresentar coisas positivas, bacanas, com mensagens leves. Não que a criança não tenha contato com o resto. Mas até mesmo por isso, livros infantis devem ser mais positivos e leves. Sem violência ou coisas do tipo" "

Agora, FALA SÉRIO.
vocês não acham que o governo deveria estar se preocupando, por exemplo, com a FALTA dos livros nas escolas do que os livros ditos "inapropriados" para as crianças? PELAMOR.

Só isso que eu tenho a dizer.
Isso em irrita.



Beijos.



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